Por Luiza Gouveia

A
nova versão do Guia Alimentar para a População Brasileira já foi
publicada no final de 2014. E quais são as novidades?
O
Guia foca suas orientações sobre consumo dos alimentos segundo a
diferenciação do grau de processamento dos alimentos.
Os
alimentos in natura ou chamados de minimamente processados - como
aqueles que sofreram processo de refinamento, pasteurização,
congelamento, etc., sem adição de gordura, sal ou açúcar – são
a base da alimentação e devem ser consumidos em abundância,
predominantemente os de origem vegetal, dentre eles cereais,
leguminosas, frutas, verduras e legumes.
Óleos,
gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados com muito cuidado e sem
exageros. Esses alimentos são agregados aos alimentos in natura para
gerar preparações culinárias, os chamados produtos processados,
como compotas, conservas, pães, massas, queijos. Os produtos
processados podem ser consumidos em conjunto com alimentos in natura,
porém, nunca em excesso.
Os
alimentos ultraprocessados, são em geral feitos pelas indústrias,
passando por diversas etapas de fabricação. Levam grandes
quantidades de ingredientes como gorduras, sal, açúcar e
conservantes. Exemplos de produtos ultraprocessados são macarrão
instantâneo, salgadinho de pacote, sopas prontas, barras de cereais,
bolachas recheadas, dentre outros que contêm uma vasta lista de
ingredientes no rótulo com muitos nomes estranhos! Tais alimentos
devem ser evitados, pois seu consumo está ligado ao excesso de
calorias, ganho de peso corporal, e ainda desenvolvimento de doenças
crônicas ligadas a alimentação como diabetes, pressão alta e
colesterol alto.
O
Guia ainda traz informações sobre como as refeições devem ser
feitas, em termos de local, horários e companhia, e dá exemplos de
refeições adequadas respeitando diferentes hábitos das várias
regiões brasileiras.
O
Guia Alimentar é um material público e deve ser consultado por toda
a população.