
Segundo a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) chocolate é o produto
preparado com cacau e açúcar, podendo conter outras substâncias alimentícias
aprovadas, com tanto que apresente no mínimo
32% de cacau em sua composição.
O grande
problema é a falta de fiscalização sobre isso. O Idec (Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor) avaliou diversos rótulos de chocolate ao leite e
chocolates amargos e concluiu que a grande maioria não declara no rótulo o percentual
de cacau dos produtos, uma vez que essa declaração não é obrigatória.
Atualmente
está tramitando no congresso um Projeto que Lei que visa a obrigatoriedade dos
fabricantes declararem em seus rótulos a quantidade de cacau, já aprovado em
sua primeira votação.
A
declaração dessa informação traria a possibilidade de escolha dos consumidores
considerando o valor de cacau do produto, sem deixar de lado a necessidade de
fiscalização, pois os órgãos de defesa do consumidor devem constantemente,
realizar análises para verificar se os produtos alimentícios contêm realmente
os ingredientes declarados.
Alguns
estudos científicos já mostraram benefícios cardiovasculares com ingestão de
cacau ou chocolates com alta concentração de cacau, porém, em sua maioria foram
estudos de curta duração, o que não permite conclusões quanto a esse benefício considerando
o consumo por longos períodos.
O efeito do
chocolate da prevenção do risco cardiovascular parece ser devido aos polifenóis
do cacau, substâncias que inibem ou amenizam a oxidação, a inflamação e a
agregação de placas nos vasos que poderiam causar problemas cardiovasculares.
O que não se pode
esquecer é que os chocolates disponíveis para consumo contêm também quantidades
variáveis de açúcar e de gorduras, que contribuem para elevação do valor de
calorias do produto e consequentemente pode impactar na manutenção do peso das
pessoas que o consomem.
Além disso, muitas
vezes a qualidade da gordura utilizada é ruim. A gordura de palma que é muito
utilizada nas preparações de chocolates, contém gordura saturada, e muitas
vezes a partir da utilização de gorduras hidrogenadas há formação de gordura
trans nesses produtos. Esses dois tipos de gorduras aumentam o risco de
elevação dos níveis de colesterol e consequentemente de eventos cardiovasculares.
Sempre temos que
lembrar que um alimento sozinho não faz milagre! E que o real benefício vem de
dietas equilibradas em todos seus nutrientes, fornecidos pelos mais variados
alimentos ingeridos em quantidades específicas.