Por Liliane Carrillo
“Vou
ser feliz sozinho!”
“Nunca
mais vou confiar em alguém!”
Quantas
vezes não ouvimos algo parecido com isso? Podemos, até mesmo, já ter dito isso!
Mas quantos, verdadeiramente, cumpriram essas promessas?
Não
há como ser feliz sozinho, não há como viver sem confiar em si, nas pessoas,
não há como existir sem ter alguém que nos mostre que existimos.
A
nossa vida está intimamente unida a vida do Outro. Não podemos existir e
desenvolver sem ter alguém ao nosso lado. É o Outro, que em determinado
ambiente, nos faz viver as nossas experiências.
Dependemos
do reconhecimento do Outro. É esse reconhecimento que possibilita nossa própria
existência enquanto pessoa. O Outro ajuda a nos comunicarmos, tornar-nos
humanos. É na convivência com o Outro que nos diferenciamos, que fazemos nossas
escolhas, definimos nossos gostos, nossos valores...
O
nosso primeiro Outro é a família.
A
socialização primeiramente se dá na família. Todo esse processo de se
reconhecer como pessoa, inicia a partir do nascimento. É através dessa
relação que a criança inicia seu processo de aprendizagem. A família modela o
comportamento da criança. A criança com o tempo vai ampliando sua rede social,
acrescentando amigos, professores, colegas de classe, etc.
Viver
em grupo é inerente à condição humana. Ninguém pode sobreviver sozinho,
isolado, sem nenhuma interação.
A
vivência com o Outro nos permite aprender sempre algo novo, seja ela uma
experiência agradável ou desagradável. Ela é permeada de sentimentos bons e
ruins: alegrias e decepções; realizações e frustrações, bondade e maldade,
elogios e críticas... Todos esses sentimentos não revelam que o Outro é para
nós, mas sim quem nós somos. Afinal, ninguém é responsável por esses
sentimentos, a não ser nós mesmos. Esse Outro, com “O” maiúsculo é todo aquele
que escolhemos para estar ao nosso lado, são nossos familiares, amigos, colegas
e pessoas que com as quais escolhemos interagir e compartilhar. E sempre
seremos o Outro de alguém.
